Vamos falar de inovação



Em tempos em que uma simples palavra pode determinar o sucesso de um ser humano ou de uma organização, é crucial parar para refletir sobre o significado da mesma.

Um dos maiores desafios para as empresas atualmente é inovar. Se não for o primeiro ou segundo item do mapa estratégico da corporação, certamente é porque a mesma já está com problemas. E, por conta disso, inovação — que para alguns ainda parece um luxo – cai para terceiro ou quarto lugar.

Em muitas das minhas conversas — formais e informais — com executivos que participam da gestão de diversas companhias, quando falamos em inovação, uma das primeiras perguntas que faço é sobre o que essa palavra significa para essas pessoas e, mais importante, para essas organizações. Usualmente, encontro três possíveis cenários: novas oportunidades de receita, por meio do lançamento de produtos ou serviços em segmentos em que a empresa não atua significativamente; incremento de resultado ao enxergar o próximo capítulo do crescimento de seu negócio, mas em categorias já conhecidas e compreendidas pela operação; e, finalmente, novos processos de trabalho.

Apesar de parecer óbvio que essas visões não são excludentes, tenho a impressão de que muitas das empresas ainda olham inovação de forma muito vertical. Seja por busca de eficiência em aplicar o conceito em um contexto empresarial em que a palavra é citada diariamente (da reunião do comitê executivo ao bate-papo no café se fala nisso o tempo todo), seja porque essa é a crença da empresa. Ou ainda porque, seguindo a máxima do “em terra de cego quem tem um olho é rei”, alguém visto como expert assim o definiu e todos em volta aceitaram.

O fato é que vivemos tempos de águas turbulentas e tentar enxergar o que vem depois parece ser o mais próximo de buscar um norte quando a bússola nos falha. E, para a maior parte das pessoas, o novo é o que vem depois. Nascem, então, os estudos de inovação, os cargos e job descriptions dos líderes de inovação, os livros, os modelos de trabalho, as jornadas e as aulas e palestras. Tudo isso é uma tentativa de pessoas e organizações se educarem para conseguir prever e mesmo criar o novo. Porque, afinal de contas, em tempos de transformação, tudo o que sabemos ao certo é que o que vem depois é diferente do que o que existe hoje.

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