Quando São Paulo for Nova York



Uma das formas como sempre me refiro a Nova York, desde a primeira vez em que eu morei aqui, é “Nova York é uma São Paulo com upgrade”.

Eu sou paulistana. Paulistaníssima de quase falar – como imitam os cariocas, achando que somos todos um personagem de novela das seis – um chopps e dois pastel. Tem muitas coisas que eu adoro em São Paulo, mas tem várias que eu detesto; entre elas, o trânsito, a desculpa do trânsito para tudo e a atitude do sabe-com-quem-você-está-falando que aflige diversos dos habitantes da cidade.

Nos últimos cinco anos, ficou muito claro para mim que uma das coisas que mais me enerva na cidade e na atitude do paulistano é que a ineficiência foi normalizada nos últimos anos. Provavelmente, porque todos se dão ao direito de usar o trânsito como explicação. Mas pode ser por alguma outra razão.

Em Nova York, quando você busca companhias de mudança, duas coisas acontecem: o resultado do Google volta em meros ponto-seis segundos com mais de dois milhões de resultados e seu Instagram fica lotado de anúncios de apartamentos de muitos dígitos para comprar e alugar.

Depois que você decide com qual companhia vai dividir seu stress, duas ou três trocas de e-mails acontecem, seguidas de um telefonema de meia hora com alguém que tem um sotaque mais forte que o seu. Nessa ligação, vocês decidem a data e horário e seu pagamento é feito — inclusive a assinatura certificada pela Docusign.

Online. Em menos de dez minutos.

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