Pimenteira Extraordinária: Tudo o que rolou no Festival de Cultura Empreendedora



Achamos que valia a pena dar mais uma temperada na semana, porque o Festival de Cultura Empreendedora da Editora Globo foi incrível e queríamos compartilhar com vocês alguns highlights:

1_ Para começar: você já visitou o CO.W. Berrini? Passa lá. Além de ser um lugar maravilhoso e ter sempre uma programação de eventos bacanérrima -, a gente mal saiu e já estava lá o PEGN Labs – tem uma oficina Maker super divertida para aprender sobre robótica, eletrônica, impressão 3D e muito mais. Programa bem melhor para final de semana com as crianças do que ficar enfiado em algum shopping, acredita na gente.


2_ Quem achou que o papo sobre diversidade ia ser Nutella e não se espremeu na sala pra ver a Regina Casé (e não se deu conta que tudo foi transmitido live pelo site da Pequenas Empresas Grandes Negócios), não sabe o que perdeu. Regina simplesmente AR-RA-SOU. Aplaudida de pé, deixou uma provocação para todos mudarem seu IPS (índice de preguiça social) e aprenderem que só entenderemos as diferenças dos outros se realmente nos dermos ao trabalho de sair da nossa bolha. Regina completou com um questionamento também feito por Sylvio de Barros da ZFlow: o Facebook, o Google e todas as outras redes sociais estão engrossando os muros que existem entre nós. Sylvio, em um painel sobre empreender continuamente, moderado por nossa Fefa Romano e com participação de Guilherme Horn da Accenture, falou que a Internet era muito mais bacana quando essas ferramentas não existiam e que todos deveríamos lembrar que o http ainda existe e precisamos sair dessas redomas que limitam nosso acesso a experiências e informações. Regina, usando a si mesma como exemplo ao fazer essa crítica, disse a todos para “enlouquecermos os algoritmos”. “O Facebook fica doidão comigo; tenho amigo marchand de Londres e morador de favela; na hora de sugerir outros amigos, imagina o que dá!?”

Aqui na Malagueta a gente já enlouquece o Spotify há tempos. Na Playlist do Loft tem de Pabllo Vittar – nosso hino – a Rolling Stones e Tulipa Ruiz, passando por Queen e New Order. Passa lá e segue a gente


3_ E já que era pra aprender, tivemos aula com três renomados professores: Jacques Marcovitch, professor da USP; Jonathan Levav, professor em Stanford e Santiago Iñiguez, professor e presidente do IE. Marcovitch nos deu uma aula de História e nos ensinou mais sobre o quanto a cultura de empreender faz parte da construção do que é hoje o Brasil moderno. Levav falou sobre comportamento do consumidor e como o touch screen vem influenciando a maneira como reagimos a conteúdo em nossos aparelhos. Iñiguez nos apresentou o que chama de “mundo pós-global, pós-verdades e pós-garantias” e convidou a pensar sobre o que isso significa para a educação e para todos que desejam montar empresas novas ou transformar as existentes. Em breve, a Editora Globo vai disponibilizar vídeos dessas apresentações, vale muito ficar de olho.


4_ A gente aprontou sob os holofotes também. A nossa Rê Porto conduziu um workshop super disputado na grade: “Como posicionar a sua marca”. No exercício, os participantes tiveram que trabalhar a marca do próprio Festival. Espalhados pelo CO.W. Berrini, grupos interrogaram participantes e membros do staff para descobrir a essência do evento e construir em conjunto a molécula da marca. Mais tarde, também no sábado, foi a vez da Fefa subir ao palco para fazer um verdadeiro wrap up do Festival. Já um tanto rouca, resultado de sua participação de MC, a nossa mascote falou do perfil do novo empreendedor: hacker, designer e maker. Em sua fala, destacou: “Todo mundo é capaz de criar alternativas e ideias para hackear e facilitar o nosso dia a dia”. E você? Como tem hackeado o sistema?


5_ Como disse Jonathan Levav, só no Brasil para fazermos um circuito de painéis e palestras e chamarmos de Festival. Mas, calma, não foi só de bumbum na cadeira e conteúdo que passamos esses dois dias. Teve foodtruck, brand experience e música! A Locomotiva, projeto apoiado por uma das nossas iniciativas incubadas – a Dos Anjos -, encerrou o primeiro dia com uma mensagem simples: você também pode mudar o mundo. E no segundo dia, a/o rapper Triz – para ela não importa o artigo – deu uma verdadeira aula sobre identidade de gênero e orientação sexual, fechando a programação do jeito que começamos no primeiro dia: provocando o sistema.


Se você quiser saber ainda mais sobre o que aconteceu, confira a cobertura completa: Pequenas Empresas e Grandes NegóciosÉpoca Negócios e Valor Econômico.