Em tempos de mar revolto



Quem me conhece, ou nem me conhece, mas já me cedeu generosamente um pouco de seu tempo para bater um papo alguma vez na vida, sabe que eu adoro usar metáforas para explicar o que quero dizer. (A verdade é que eu me confundo muito quando tento explicar o que passa na minha cabeça e as metáforas são minha interface com o mundo.)

Minhas metáforas usualmente são cheias de referências de cultura pop – adoro fazer correlações entre comportamentos e situações e séries de TV ou filmes, mas, às vezes, aparece um Harry Potter ou um gibi da Disney. Ultimamente, tenho tentado encontrar paralelos na natureza e é daí que vem minha visualização de mar revolto para o contexto atual.

Essa semana eu tive o privilégio e a sorte de ser convidada a participar – quando você ler esse texto eu ainda estarei aqui – de um evento onde mais de 300 pessoas muito interessantes que vieram de diversos países (a maior presença é de latinoamericanos) se reúnem para trocar ideias. Tão simples quanto isso. O evento acontece no formato “unconference” que seu cofundador, o israelense Yossi Vardi conta que copiou de Tim O’Reilly, muitos anos atrás.

Em uma “unconference”, o truque é escolher bem seus convidados e deixar que eles sugiram temas e provoquem as discussões, o que faz com que a troca de ideias seja muito rica. Eu sugeri falar sobre a angústia que eu sinto no mundo nesse momento. Hoje à tarde, tive a oportunidade de conversar com várias pessoas sobre isso. Minha metáfora veio de uma lição que recebi ainda criança, quando eu ia passar férias no litoral norte de São Paulo.

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