As crianças são o nosso futuro



Uma das minhas atividades preferidas quando fazemos projetos de transformação organizacional em grandes empresas é o painel com crianças. Desde antes de começarmos a Malagueta formalmente, tentamos levar crianças para bater papo com os adultos. O formato é simples: três ou quatro crianças entre nove e treze ou catorze anos e um bate papo leve. Elas nunca sabem quem são os adultos na sala, em que empresa estão, que posição ocupam ou mesmo o que fazem. Eu só revelo no final, quando libero para elas perguntarem aos executivos da empresa o que quiserem e vice-versa.

Fizemos uma dessas conversas em um banco e eu tive o prazer de conhecer o Vitor, de 13 anos. Junto com a Laís, 14, e o Felipe, 13, ele contou para mim e para mais 60 pessoas, sobre o que faz, de que tem medo, e o que faria se, aos 18 anos, pudesse ter o que quisesse, sem que dinheiro fosse um limitador. “Eu iria viajar para cem destinos que quisesse conhecer”, ele respondeu.

Fiquei pensando numa das minhas últimas conversas com o Teo, meu “sobrinho emprestado” de nove anos, que mora em Nova York. Estávamos assistindo ao enésimo episódio de “Como treinar um Dragão” e começamos a debater qual dos dragões cada um de nós gostaria de ter como animal de estimação. Na série, cada criança e cada adulto da pequena cidade Viking tem o seu e, assim como cães, eles têm características diferentes. Eu queria ter o preto, porque ele é o mais raro – e é o do personagem principal – mas o Teo queria um outro. “Ele é o mais engraçado, tia Fefa, e os mais engraçados são sempre os de que todo mundo gosta mais.” Nove anos e ele já entende as relações sociais.

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